Por mais tradicional que seja, atravessando séculos e marcando sua importância nas sociedades oriental e, especialmente, ocidental, a Bíblia mostra a cada dia surpresas que nos deixam cada vez mais interessados por analisar este livro tão particular das culturas humanas mais remotas. Como o título da postagem sugere, atualmente a discussão gira em torno de que o livro dos Cânticos fora produzidos por mulheres, em especial depois da fuga do Cativeiro da Babilônia (quando os hebreus foram libertados com a ajuda do rei Ciro, o Grande da Pérsia).
O livro traz uma série de poemas falados por mulheres que remontam pensamentos voltados à sensualidade, amor, procriação e união conjugal. Essa visão, segundo importantes rabinos e teólogos atuais mostra que se fez muito necessária, uma vez que houve um sentimento de repulsa muito grande pelas mulheres entre os hebreus após a fuga do Cativeiro da Babilônia, por questões de impureza feminina, especialmente.
Rabi Akvá, um importante rabino, mostra que existem também outras hipóteses em torno do fato, como por exemplo, que o livro teria descrito vários amores pelos quais o rei Salomão (950 a.C.) teria passado antes de morrer; ou até mesmo o caso existente entre seu pai, o rei Davi e Betsabéia, uma mulher casada que deu a luz ao futuro rei num envolvimento com Davi. Entretanto as visões são muitas e, conseqüentemente, as explicações também.
O livro tem a intenção, especificamente segundo os estudiosos do mesmo, é de mostrar que uma sociedade como a hebraica pautou perfeitamente as diferenças entre a fraternidade e o amor como elementos necessários a uma união estável, sem hipocrisias. Uma sociedade machista, vista sempre como patriarcal, agora teria dons matriarcais importantes, visto que se a missão da Igreja sempre foi perpetuar o amor, eis a forma mais pura e primitiva de vê-lo segundo escritura sagrada.
Para quem quiser dar uma olhada na matéria, veiculada na área de Ciência e Fé do portal G1 da Globo.com, segue o link: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL637343-9982,00-BIBLIA+CONTEM+ANTIGO+POEMA+EROTICO+JUDAICO+CUJA+ORIGEM+DESAFIA+ESPECIALISTA.html
Blog sobre História, causos populares e assuntos ligados a experiências que fazem da ciência História "a mestra da vida" (Marc Bloch)
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Hitler Decaptado
Matéria que foi escrita hoje pelo JC OnLine e que eu achei bem interessante, coloco aqui na íntegra para compartilhar com vocês.
Alemanha
Estátua de Hitler tem cabeça arrancada em museu de Berlim
Publicado em 05.07.2008, às 12h45
A estátua de cera de Adolf Hitler do museu Madame Tussauds, que abriu suas portas neste sábado em Berlim, foi decaptada por um visitante.
"Um berlinense de 41 anos empurrou a pessoa que queria impedi-lo de tocar a estátua e conseguiu arrancar a cabeça de Hitler", contou o porta-voz do museu, Uwe Kozelnik.
"Ele queria protestar contra a exposição da estátua de Hitler", acrescentou, destacado que o homem foi detido para ser interrogado e que provavelmente será liberado mais tarde". O museu abriu um processo contra ele por "degradação de material e ferimentos corporais".
"A estátua foi retirada da exposição e deve ser reconstruída", segundo Kozelnik, acrescentando que a atitude do visitante causou muita agitação no local.
Exibida atrás de uma mesa, para impedir que os visitantes tirassem fotos ao seu lado ou a danificassem, a estátua já vinha suscitando muita polêmica e indignação entre algumas autoridades políticas.
Para não dar a impressão de que glorificaria o ditador, os criadores do museu representaram o líder nazista como um "homem acabado", em uma reconstituição do bunker onde passou seus últimos dias e se matou no dia 30 de abril de 1945.
Com ar derrotado, o "Führer" do museu berlinense tinha um aspecto degradado em comparação a sua cópia mais jovial apresentada no museu Madame Tussauds de Londres.
A estátua do ditador estava entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da história alemã e mundial, entre elas a do ex-chanceler Helmut Kohl.
Kohl, ex-dirigente conservador, de 78 anos, gerou outro escândalo na abertura do museu, declarando ao jornal Bild "nunca ter dado sua autorização" para que sua imagem fosse exposta no museu de cera.
Helmut Kohl, que está em estado de convalescença há meses, depois de uma queda, em fevereiro, disse que entrou em contato com os responsáveis do museu, mas que havia imposto algumas condições para ser exibido no museu em estátua de cera.
"Isso não é nada sério, é inconveniente. Vou mandar o caso para meu advogado", afirmou o artífice da Reunificação da Alemanha em 1990.
Segundo o Bild, Helmut Kohl pode entrar na justiça para pedir a retirada da estátua ou pedir indenizações por perdas e danos.
Fonte: Diário do Grande ABC
Alemanha
Estátua de Hitler tem cabeça arrancada em museu de Berlim
Publicado em 05.07.2008, às 12h45
A estátua de cera de Adolf Hitler do museu Madame Tussauds, que abriu suas portas neste sábado em Berlim, foi decaptada por um visitante.
"Um berlinense de 41 anos empurrou a pessoa que queria impedi-lo de tocar a estátua e conseguiu arrancar a cabeça de Hitler", contou o porta-voz do museu, Uwe Kozelnik.
"Ele queria protestar contra a exposição da estátua de Hitler", acrescentou, destacado que o homem foi detido para ser interrogado e que provavelmente será liberado mais tarde". O museu abriu um processo contra ele por "degradação de material e ferimentos corporais".
"A estátua foi retirada da exposição e deve ser reconstruída", segundo Kozelnik, acrescentando que a atitude do visitante causou muita agitação no local.
Exibida atrás de uma mesa, para impedir que os visitantes tirassem fotos ao seu lado ou a danificassem, a estátua já vinha suscitando muita polêmica e indignação entre algumas autoridades políticas.
Para não dar a impressão de que glorificaria o ditador, os criadores do museu representaram o líder nazista como um "homem acabado", em uma reconstituição do bunker onde passou seus últimos dias e se matou no dia 30 de abril de 1945.
Com ar derrotado, o "Führer" do museu berlinense tinha um aspecto degradado em comparação a sua cópia mais jovial apresentada no museu Madame Tussauds de Londres.
A estátua do ditador estava entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da história alemã e mundial, entre elas a do ex-chanceler Helmut Kohl.
Kohl, ex-dirigente conservador, de 78 anos, gerou outro escândalo na abertura do museu, declarando ao jornal Bild "nunca ter dado sua autorização" para que sua imagem fosse exposta no museu de cera.
Helmut Kohl, que está em estado de convalescença há meses, depois de uma queda, em fevereiro, disse que entrou em contato com os responsáveis do museu, mas que havia imposto algumas condições para ser exibido no museu em estátua de cera.
"Isso não é nada sério, é inconveniente. Vou mandar o caso para meu advogado", afirmou o artífice da Reunificação da Alemanha em 1990.
Segundo o Bild, Helmut Kohl pode entrar na justiça para pedir a retirada da estátua ou pedir indenizações por perdas e danos.
Fonte: Diário do Grande ABC
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Mendigo no Carnaval
Um fato curioso marcou o carnaval, em sua semana pré, durante o ano de 1968 no Recife. Enquanto que todos se preocupavam com os preparativos para um dos melhores Bal-Masqué da cidade e um Municipal bastante movimentado por artistas conhecidos do eixo Sul/Sudeste, os mendigos do centro da cidade também queriam seu baile especial, e mais: com direito a homenageado e tudo mais.
Estava tudo pronto, mendigos de todos os cantos do Recife foram convidados e até mesmo o patrocinador do encontro estava lá, foi quando chegou o homenageado. Para todos os efeitos, tudo ia bem, até que o patrocinador apareceu com a ex-companheira do homenageado, que achou que aquela cena tinha sido uma afronta: resultado, começou um quebra-quebra generalizado que só foi resolvido com a chegada da polícia.
Moral do fato: seja num baile Municipal ou num Mendigal, sempre existe um destaque positivo ou negativo. O acontecimento acima descrito de fato aconteceu e está estampado no segundo caderno do Diário de Pernambuco de 21 de fevereiro de 1968.
Estava tudo pronto, mendigos de todos os cantos do Recife foram convidados e até mesmo o patrocinador do encontro estava lá, foi quando chegou o homenageado. Para todos os efeitos, tudo ia bem, até que o patrocinador apareceu com a ex-companheira do homenageado, que achou que aquela cena tinha sido uma afronta: resultado, começou um quebra-quebra generalizado que só foi resolvido com a chegada da polícia.
Moral do fato: seja num baile Municipal ou num Mendigal, sempre existe um destaque positivo ou negativo. O acontecimento acima descrito de fato aconteceu e está estampado no segundo caderno do Diário de Pernambuco de 21 de fevereiro de 1968.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Uma grande perda
Na noite de ontem me deparei com uma notícia que me deixou deverasmente triste: a morte da ex-primeira dama do Brasil, Dona Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Acima de todas as especulações, máculas e falsos testemunhos, ela foi um exemplo de mulher, a começar de suas convicções enquanto mulher mais poderosa do país durante 8 anos.
De movimentada vida acadêmica, Dona Ruth era Doutora em Antropologia e lecionou em diversas universidades fora e pelo Brasil. De lado humano extraordinário, dedicou-se muito aos necessitados criando e participando ativamente do Programa Comunidade Solidária. Pouco exposta à mídia voraz de nosso país, gostou sempre de passar despercebida e ser apenas conhecida como "a esposa do Fernando Henrique" e nunca como a Primeira Dama do Brasil.
Seu falecimento, aos 77 anos vítima de um ataque cardíaco, vem a encerrar o ciclo na Terra de uma Democrata que lutou pelo que sempre achou justo e válido, sem se preocupar com a opinião alheia ou se estaria, no conceito midiático, fazendo a coisa certa. A exemplo de mulheres fortes no governo deste país como a também ex-primeira dama Sara Kubitschek, foi um exemplo de pulso entre homens que se acham donos de uma nação. Suas memórias talvez não sejam exaltadas com toda justiça, mas certamente permanecerão íntegras por todos que lutam pelas mesmas causas, como por exemplo, o fim das cotas de negros nas universidades, um de seus pontos de combate.
As últimas notícias que lhe faziam referência são, como sempre, especulações maliciosas daqueles representantes da mídia que não se conformam em não ver uma pessoa vir a público e criar polêmicas que façam-na virar notícia. Durante 8 anos, Dona Ruth Cardoso passou íntegra pelos quadros de Brasília e deixou mais do que um exemplo de mulher: ensinou os lobos a serem um pouco mais humanos.
O luto oficial de 3 dias é justo e merecido. O Brasil, aos poucos, perde gênios e produz idiotas como o atual presidente. É de fato, uma pena e a marca do nosso atraso.
De movimentada vida acadêmica, Dona Ruth era Doutora em Antropologia e lecionou em diversas universidades fora e pelo Brasil. De lado humano extraordinário, dedicou-se muito aos necessitados criando e participando ativamente do Programa Comunidade Solidária. Pouco exposta à mídia voraz de nosso país, gostou sempre de passar despercebida e ser apenas conhecida como "a esposa do Fernando Henrique" e nunca como a Primeira Dama do Brasil.
Seu falecimento, aos 77 anos vítima de um ataque cardíaco, vem a encerrar o ciclo na Terra de uma Democrata que lutou pelo que sempre achou justo e válido, sem se preocupar com a opinião alheia ou se estaria, no conceito midiático, fazendo a coisa certa. A exemplo de mulheres fortes no governo deste país como a também ex-primeira dama Sara Kubitschek, foi um exemplo de pulso entre homens que se acham donos de uma nação. Suas memórias talvez não sejam exaltadas com toda justiça, mas certamente permanecerão íntegras por todos que lutam pelas mesmas causas, como por exemplo, o fim das cotas de negros nas universidades, um de seus pontos de combate.
As últimas notícias que lhe faziam referência são, como sempre, especulações maliciosas daqueles representantes da mídia que não se conformam em não ver uma pessoa vir a público e criar polêmicas que façam-na virar notícia. Durante 8 anos, Dona Ruth Cardoso passou íntegra pelos quadros de Brasília e deixou mais do que um exemplo de mulher: ensinou os lobos a serem um pouco mais humanos.
O luto oficial de 3 dias é justo e merecido. O Brasil, aos poucos, perde gênios e produz idiotas como o atual presidente. É de fato, uma pena e a marca do nosso atraso.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
A Outra

Estive no dia de ontem acompanhando, com muita ansiedade, o primeiro fim de semana de estréia do filme "A Outra" (2008), que mostra como aconteceu a chegada da família Bolena aos altos cargos da corte inglesa durante o século XVI e notei algumas coisas bem interessantes no filme, cujo vou recomendando que seja assistido por vocês desde já, pois é uma excelente obra do cinema hollywoodiano.
A imagem central do filme gira em torno da figura de Ana Bolena e sua irmã Maria, duas jovens de família burguesa que espera conseguir privilégios ao casar as meninas com nobres, ascendendo socialmente e economicamente. Contribui para o fato o problema sofrido pelo casal Tudor, Henrique VIII e Catarina, cuja rainha não consegue lhe dar um filho varão, o que permitiria a continuação da dinastia no poder da Inglaterra.
Por meio de uma colcha de intrigas e armações, Ana Bolena, depois de exilada, consegue trair os seus mais queridos, confundir a cabeça de Henrique VIII e fazê-lo proclamar a famosa religião Anglicana, rachando um país que tinha estabilidade política e financeira, tornando-se rainha a partir do momento que Henrique VIII anula seu casamento com Catarina de Médici na esperança de ter em Ana o que não pôde com a antiga rainha: um varão.
Entretanto, como é vítima da sua própria rede de intrigas, Ana Bolena fracassa em suas pretensões e não consegue fazer aquilo que fora prometido ao rei. Acaba, desesperada, por procurar ajuda junto aos irmãos, mas é acusada de traição por sua cunhada, uma vez que pensou ter visto Ana deitar-se com seu irmão em busca do filho homem para Henrique VIII. Julgada e acusada, Ana acaba executada e a Inglaterra mergulhada num tempo de incertezas e dor que levará a futura rainha Elizabeth I a ter muito trabalho para pacificar o reino.
Ironia ou não do destino, Elizabeth I é filha do casamento entre Henrique VIII e Catarina de Médici, a legítima rainha deposta injustamente pelos caprichos de Ana Bolena. O reinado de Elizabeth I coincide com o último herdeiro dos Tudor, um vez que depois será a ver da família Stuart da Escócia assumir o trono, pois Elizabeth I, conhecida como a Rainha Virgem não dará à Inglaterra filhos.
Enfim, entre um misto de paixão, drama e aventura, o propósito do filme se cumpriu. É um excelente elemento para entender uma época de amor, ressentimento e ódio que marcou para sempre a história da Inglaterra.
A imagem central do filme gira em torno da figura de Ana Bolena e sua irmã Maria, duas jovens de família burguesa que espera conseguir privilégios ao casar as meninas com nobres, ascendendo socialmente e economicamente. Contribui para o fato o problema sofrido pelo casal Tudor, Henrique VIII e Catarina, cuja rainha não consegue lhe dar um filho varão, o que permitiria a continuação da dinastia no poder da Inglaterra.
Por meio de uma colcha de intrigas e armações, Ana Bolena, depois de exilada, consegue trair os seus mais queridos, confundir a cabeça de Henrique VIII e fazê-lo proclamar a famosa religião Anglicana, rachando um país que tinha estabilidade política e financeira, tornando-se rainha a partir do momento que Henrique VIII anula seu casamento com Catarina de Médici na esperança de ter em Ana o que não pôde com a antiga rainha: um varão.
Entretanto, como é vítima da sua própria rede de intrigas, Ana Bolena fracassa em suas pretensões e não consegue fazer aquilo que fora prometido ao rei. Acaba, desesperada, por procurar ajuda junto aos irmãos, mas é acusada de traição por sua cunhada, uma vez que pensou ter visto Ana deitar-se com seu irmão em busca do filho homem para Henrique VIII. Julgada e acusada, Ana acaba executada e a Inglaterra mergulhada num tempo de incertezas e dor que levará a futura rainha Elizabeth I a ter muito trabalho para pacificar o reino.
Ironia ou não do destino, Elizabeth I é filha do casamento entre Henrique VIII e Catarina de Médici, a legítima rainha deposta injustamente pelos caprichos de Ana Bolena. O reinado de Elizabeth I coincide com o último herdeiro dos Tudor, um vez que depois será a ver da família Stuart da Escócia assumir o trono, pois Elizabeth I, conhecida como a Rainha Virgem não dará à Inglaterra filhos.
Enfim, entre um misto de paixão, drama e aventura, o propósito do filme se cumpriu. É um excelente elemento para entender uma época de amor, ressentimento e ódio que marcou para sempre a história da Inglaterra.
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